O cérebro é abastecido pelos olhos, ouvidos e outros sentidos, e o inconsciente traduz tudo em imagens e palavras.
(Ran Hassin - The new unconscious)
(Ran Hassin - The new unconscious)
A ocultação é uma arte que pende igualmente para bons e maus usos. Na prática, geralmente, para os mais escusos.
Do processo defensivo e válido de não apresentar-se por completo de imediato nos encontros, aos ardilosos usos de máscaras que desfiguram, o dia a dia nos brinda com muitas camadas sobrepostas de faces. Desvendá-las é uma arte que poucos se preocupam em se aprimorar, quando o contrário — a arte da ocultação — há um grande número de exímios e cada vez mais experimentados.
Os jogos de interesses, articulados em estratégias cada vez mais eficazes de distorção das realidades, é a face atual e marcante dos meios de comunicação. Da mídia ao marketing, tudo brilha e é mais belo do que a realidade permitiria afirmar. Esbarramos com edições sofisticadas e apresentações parciais de dados que em nada se aproximam da imparcialidade. Na defesa de alguns interesses, não importa a vertente defendida, ela ocorre.
O problema maior não é quando grupos de interesses tentam tornar atraente ou maximizar suas propostas. A cota de espectadores é uma pequena minoria, seu alcance diminuto. É alarmante diante da atual hegemonia na comunicação, que, sob o poder do financiamento e de tecnologias quase que ilimitados, tenta infundir padrões, costumes, certo e errado, melhor e pior à população. A constituição do modo de agir e pensar determinados.
Seus rostos são sempre disfarçados por personagens de tramas novelísticas ou de sérios e competentes jornalistas sempre fortalecidos por imagens e som impecáveis, sedutores e convincentes. E segundos depois, lá se vai o poder de crítica, a credibilidade de alguém, e vem a implantação de uma nova doutrinação, que você e eu iremos assistir muitas e muitas vezes repercutir, cotidianamente, em outras mídias. Todo apresentarão bordões fáceis de gravar, opiniões facilmente assimiláveis.
A história confirma que a mentira repetida torna-se verdade. Não deveríamos, então, perceber que quem controla os meios de comunicação são os piores terroristas, quando os usam para domesticação dos anseios de uma população?
Não é paranoia. Perceba, que de repente, é necessário esticar cabelos, usar determinadas cores, combinar de determinado modo alguns utensílios e todos participam da mesmificação e da desindividualização da existência. E os mais influenciáveis, como os menos escolarizados e todas as crianças, passam a usar o penteado do jogador de futebol (por mais ridículo que ele seja!): despersonalizados. Se isso acontece com a aparência, tente imaginar o alcance do processo de manipulação de corações e mentes.
Aqueles que comandam o espetáculo escondem seus rostos como aquelas hortaliças, as alfaces, camada por camada retirada, você jamais consegue achar a face verdadeira, por mais que cada uma seja descartada.
Do processo defensivo e válido de não apresentar-se por completo de imediato nos encontros, aos ardilosos usos de máscaras que desfiguram, o dia a dia nos brinda com muitas camadas sobrepostas de faces. Desvendá-las é uma arte que poucos se preocupam em se aprimorar, quando o contrário — a arte da ocultação — há um grande número de exímios e cada vez mais experimentados.
Os jogos de interesses, articulados em estratégias cada vez mais eficazes de distorção das realidades, é a face atual e marcante dos meios de comunicação. Da mídia ao marketing, tudo brilha e é mais belo do que a realidade permitiria afirmar. Esbarramos com edições sofisticadas e apresentações parciais de dados que em nada se aproximam da imparcialidade. Na defesa de alguns interesses, não importa a vertente defendida, ela ocorre.
O problema maior não é quando grupos de interesses tentam tornar atraente ou maximizar suas propostas. A cota de espectadores é uma pequena minoria, seu alcance diminuto. É alarmante diante da atual hegemonia na comunicação, que, sob o poder do financiamento e de tecnologias quase que ilimitados, tenta infundir padrões, costumes, certo e errado, melhor e pior à população. A constituição do modo de agir e pensar determinados.
Seus rostos são sempre disfarçados por personagens de tramas novelísticas ou de sérios e competentes jornalistas sempre fortalecidos por imagens e som impecáveis, sedutores e convincentes. E segundos depois, lá se vai o poder de crítica, a credibilidade de alguém, e vem a implantação de uma nova doutrinação, que você e eu iremos assistir muitas e muitas vezes repercutir, cotidianamente, em outras mídias. Todo apresentarão bordões fáceis de gravar, opiniões facilmente assimiláveis.
A história confirma que a mentira repetida torna-se verdade. Não deveríamos, então, perceber que quem controla os meios de comunicação são os piores terroristas, quando os usam para domesticação dos anseios de uma população?
Não é paranoia. Perceba, que de repente, é necessário esticar cabelos, usar determinadas cores, combinar de determinado modo alguns utensílios e todos participam da mesmificação e da desindividualização da existência. E os mais influenciáveis, como os menos escolarizados e todas as crianças, passam a usar o penteado do jogador de futebol (por mais ridículo que ele seja!): despersonalizados. Se isso acontece com a aparência, tente imaginar o alcance do processo de manipulação de corações e mentes.
Aqueles que comandam o espetáculo escondem seus rostos como aquelas hortaliças, as alfaces, camada por camada retirada, você jamais consegue achar a face verdadeira, por mais que cada uma seja descartada.
Wellington de Oliveira Teixeira, em 06 de agosto de 2014.
* Cientistas ingleses fizeram um experimento com um homem africano que em função de um acidente teve seu córtex visual completamente destruído. Em um laptop apresentaram imagens com círculos e quadrados. Houve 50% de acertos, o equivalente à sorte. Porém, a seguir apresentaram rostos amigáveis ou hostis. O resultado foi de dois terços de acertos, mesmo com o teste repetido.
O processo, inconsciente, recebe o termo científico blindsight, visão cega. É o uso da região cerebral (área fusiforme) especializada desde a época das cavernas para julgar rostos e evitar ameaças e morte.
Leia a respeito em http://super.abril.com.br/ciencia/mundo-secreto-inconsciente-741950.shtml
Os estudos de pesquisadores dessa área tem influenciado as novas formas de propaganda e marketing. A nova abordagem neurológica do inconsciente já produz resultados. Seu uso nem sempre ético.
O processo, inconsciente, recebe o termo científico blindsight, visão cega. É o uso da região cerebral (área fusiforme) especializada desde a época das cavernas para julgar rostos e evitar ameaças e morte.
Leia a respeito em http://super.abril.com.br/ciencia/mundo-secreto-inconsciente-741950.shtml
Os estudos de pesquisadores dessa área tem influenciado as novas formas de propaganda e marketing. A nova abordagem neurológica do inconsciente já produz resultados. Seu uso nem sempre ético.

