Os jornais são aparelhos ideológicos cuja função é transformar uma verdade de classe num senso comum, assimilado pelas demais classes como verdade coletiva - isto é, exerce o papel cultural de propagador de ideologia. Ela imbute uma ética, mas também a ética não é inocente: ela é uma ética de classe.
(Antônio Gramsci)
Uma das lições aprendidas com a miopia — pena que, no meu caso, demorou a ser detectada — é que não dá para simplesmente acreditar no mais aparente. Ano após ano, busco reavaliar o grau e aprimorar a qualidade das lentes que uso para que eu alcance um nível de visão mais acurado.
Transpondo ao nível intelectual o conceito, não dá para nos prendermos aos absolutos, ao contrário, temos que submeter qualquer verdade atual às mais duras provas de reavaliação utilizando de novos métodos, estabelecendo novos princípios e formas para a análise crítica.
Todos (ou quase) desenvolvemos um quê de preguiça científica, alimentados pelos discursos prontos e, invariavelmente, somos desestimulados de questioná-los. Por conta dessa miopia intelectual, esquecemos de avaliar: quem decide, seleciona, estrutura o que recebemos como verdades? O que se omite, desqualifica ou não se aprofunda em prol destas?
Num mundo onde o que se divulga e o modo como é feito é capaz de manipular pensamentos e sentimentos induzindo a práticas nefastas, não deveríamos estar constantemente preocupados com essa questão? Não seria sensato, mais do que desejarmos, exigir fontes diversas e divergentes de raciocínios para que pudéssemos compará-los, criticá-los, antes de adotarmos quaisquer pontos de vista?*
Ao me contrapor a muitos raciocínios hegemônicos — aqueles que são divulgados pela grande maioria dos meios de comunicação — tento, mesmo entendendo ser em uma escala infinitesimal, promover um novo olhar, mais crítico, argumentativo, avaliativo das posições e contraposições. Sobretudo, que evita ataques pessoais e, em últimas das consequências, os preconceitos, as injúrias e as agressões (já reparou como é comum a quem perde a razão partir para o ataque pessoal?).
Como ponto simples em favor desse pensamento, diria que é lógico supor — já que são apenas cerca de seis famílias que controlam a mídia nacional — que os pontos de vista político, financeiro e social de uma determinada elite, certamente não abrangerão uma campo mais vasto ou avaliarão positivamente conceitos que podem questionar seu poder e manipulação sobre o povo. Disse simples? Perdão!
Transpondo ao nível intelectual o conceito, não dá para nos prendermos aos absolutos, ao contrário, temos que submeter qualquer verdade atual às mais duras provas de reavaliação utilizando de novos métodos, estabelecendo novos princípios e formas para a análise crítica.
Todos (ou quase) desenvolvemos um quê de preguiça científica, alimentados pelos discursos prontos e, invariavelmente, somos desestimulados de questioná-los. Por conta dessa miopia intelectual, esquecemos de avaliar: quem decide, seleciona, estrutura o que recebemos como verdades? O que se omite, desqualifica ou não se aprofunda em prol destas?
Num mundo onde o que se divulga e o modo como é feito é capaz de manipular pensamentos e sentimentos induzindo a práticas nefastas, não deveríamos estar constantemente preocupados com essa questão? Não seria sensato, mais do que desejarmos, exigir fontes diversas e divergentes de raciocínios para que pudéssemos compará-los, criticá-los, antes de adotarmos quaisquer pontos de vista?*
Ao me contrapor a muitos raciocínios hegemônicos — aqueles que são divulgados pela grande maioria dos meios de comunicação — tento, mesmo entendendo ser em uma escala infinitesimal, promover um novo olhar, mais crítico, argumentativo, avaliativo das posições e contraposições. Sobretudo, que evita ataques pessoais e, em últimas das consequências, os preconceitos, as injúrias e as agressões (já reparou como é comum a quem perde a razão partir para o ataque pessoal?).
Como ponto simples em favor desse pensamento, diria que é lógico supor — já que são apenas cerca de seis famílias que controlam a mídia nacional — que os pontos de vista político, financeiro e social de uma determinada elite, certamente não abrangerão uma campo mais vasto ou avaliarão positivamente conceitos que podem questionar seu poder e manipulação sobre o povo. Disse simples? Perdão!
Wellington de Oliveira Teixeira, em 27 de setembro de 2015.
* Gramsci dizia que o desafio da modernidade é viver sem ilusões, sem se tornar desiludido. Que coisa difícil de efetivar!
